26.9.11

me mudei

sai desse endereço e estou em outro.
quem quiser, mande-me email que eu dou o endereço: vesouza at gmail dot com
so long, and thanks for all the fish.

12.8.11

should i give up or should I just keep chasing pavements?

uma das palavras que mais me intrigam é se quando usada como uma conjunção condicional. intriga-me toda a montanha de sentimentos que ela me desperta; coisas com as quais eu tenho que lidar desde tempos imemoriais me invadem de tempos em tempos e eu me sinto meio perdida na quantidade de ses que aparecem na minha frente.

24.7.11

i should have tied up my loose ends

alguém disse melhor do que eu: "os bons morrem jovem". o ceifador dos 27 que nos levou grandes nomes que contribuíram enormemente para a música.
em uma entrevista que Amy Winehouse deu ela falava que o tamanho do seu topete era indicativo do seu nível de felicidade, quanto maior ele fosse, mais feliz ela estava; (o @hugo_avelar comentou que em seu dvd, Amy disse que quanto maior o beehive, maior era a insegurança que ela estava sentindo. bem, na entrevista que eu li, ela relacionou o tamanho à felicidade. ficam aí as duas falas para registro) o seu cabelo tinha que estar impecável quando ela estava feliz.
essa foto é do Grammy de 2008, quando ela ganhou 5 dos 6 prêmios aos quais foi indicada. a cara de felicidade dela se forma logo depois do imenso susto de ter ganho por melhor canção do ano. ela não acreditava nisso, segundo palavras da mesma, nunca acreditou muito em si mesma.
essa outra foto é recente, do último show que fez em Belgrado e que levou ao cancelamento da turnê europeia. sem topete. e num estado deprimente.
a obra dela é toda confessional, desde as letras de Frank até o sucesso de Back to Black temos depoimentos de estados mentais abalados pela depressão, pelo vício, pela rejeição. quem vê fotos do início de sua carreira se depara com uma menina saudável, bonita, que a não ser pela voz potente nada lembra a Amy que virou fenômeno no twitter por morrer aos 27 anos. mas eu me pergunto, em que parte daquela menina se escondia essa Amy? a Amy que ouvimos dizer "i gonna lose my baby, so i always keep a bottle near". nós nunca poderemos saber em qual momento porque nunca prestamos atenção nesses detalhes. ou quando prestamos, é tarde demais.

And life is like a pipe
And I'm a tiny penny rolling up the walls inside.
como disse minha filha de 5 anos: ainda bem que deu tempo dela nos deixar a música dela.

pessoas falaram melhor do que eu sobre ela: InagakiTina Lopes.

*as fotos que ilustram o post foram tiradas daqui .

20.7.11

don't bring around a cloud to rain on my parade

fechei os comentários para anônimos. quem quiser baixar o nível agora, terá que dar a cara a tapa.
agora se você quiser discutir o seu ponto de vista comigo numa boa ou dizer que me ama, me adora, não vive sem mim ou mesmo precisa de ajuda, puxa a cadeira e fala que eu te escuto.

18.7.11

"It's just hard," Harry said finally, in a low voice, "to realize he won't write me again."

e acabou mais um ciclo na minha vida. algo que acompanhei por uma década inteira. algo que conheci depois de muito torcer o nariz e desacreditar. finito.
foi num dia triste que me deparei com o primeiro livro, estava em cima da mesa da casa que dividia com outras meninas, duas delas aficionadas por ele. uma das meninas, que viria a falecer 3 meses depois, deixou-o lá de propósito e disse que a leitura me animaria. no final, ela estava mais do que certa. a leitura me animou por anos consecutivos e por tantas vezes que até perdi a conta e essa menina que foi tirada tão precocemente da vida, não sabe a felicidade que me proporcionou e ainda me proporciona.
foram noites e noites elocubrando sobre o final da saga, sobre o quanto o Neville (o nosso Neville, né Gil?) seria importante na trama, sobre como o Rony se sobressairia e como a Hermione era a heroína perfeita. uma história em que o personagem principal não existiria se não fossem os coadjuvantes.
muitas pessoas me perguntavam que graça eu via naqueles livros e filmes para crianças. quem acha que a saga é só para o público infantil não sabe o que está dizendo ou não entende bulhufas qual é o assunto tratado ali. o livro fala sobre como achar uma saída quando tudo parece estar realmente perdido e como as pessoas são importantes nesse processo e os filmes retratam isso.
um discurso me chamou atenção ontem e é de Dumbledore quando ele, em diálogo com o Harry, fala sobre o poder das palavras e como as pessoas se esquecem do poder que elas têm.
J.K. Rowling não se esqueceu disso. e a Luciana, a menina que me fez mais feliz, também não.
um abraço a todos os envolvidos.

16.7.11

you're giving me the same old line

eu tive alguns namorados. alguns deles acabaram casando com amigas minhas. tudo bem, sem qualquer ressentimento. tiveram filhos lindos e fofos e que me alegram muito em fotos. eu tive outras histórias de amor, alguns deles platônicos, outros que não passaram de um beijo trocado. mas que fazem parte de mim, das minhas memórias, do que eu sou hoje. tenho orgulho de nunca ter ficado com ninguém canalha, todos foram pessoas admiráveis que me fizeram muito bem. e também tenho orgulho de não ter nenhum amigo de caráter duvidoso; claro que somos todos esquisitos perante a grande maioria, mas somos pessoas boas ou tentamos ser, já que o mundo insiste em provar todo dia que isso nem sempre é possível.
e eu sempre fui uma pessoa que resolve as coisas não mandando indiretas. quando algo me incomoda, eu falo com quem está incomodando, eu conto o que eu acho da história, cansei de engolir sapos e fazer papel de idiota. há uns anos atrás, contei tudo o que estava acontecendo e que envolvia uma terceira pessoa. é claro que eu poderia sair da história e ficar na minha, mas não estava em posição para isso, cada um defende aquilo que é seu numa contenda. e eu defendi o meu direito de sentir a dor que eu sentia naquele momento.
o tempo passou, muita água rolou por debaixo dessa ponte, muita história foi vivida e eu segui com a minha vida, fazendo minhas escolhas nem sempre consciente. e nunca fui responsável pela escolha de outrém. nunca obriguei nenhuma das pessoas que ficaram comigo a ficarem comigo. elas simplesmente ficaram, como meus amigos são meus amigos sem eu precisar pedir-lhes a amizade. acho fantástico quando alguém que eu admiro muito pede pra me adicionar no twitter (oi, @tinalopes essa é pra você), porque eu não tenho coragem de adicionar a pessoa assim. fico stalkeando de longe e torcendo: "nossa que legal seria se" e fiz bons grandes amigos assim (@AndreV_, @Bia_Francisco, são vocês, meus nêgos).
mas né. tem sempre aqueles que não gostam da gente. cara, eu tô pouco me lixando pra quem não gosta de mim. o que eu posso fazer se a pessoa teve a chance dela e só o que fez foi ter falado de mim, sobre mim e como tudo seria se eu não existisse? fazer o que se eu existo e tô aí nesse ofício de viver há tempo bastante para ter aprendido que não vale a pena vestir a carapuça que os detratores querem colocar em você. tipo, sua inveja faz a minha fama, meeeeesmo.
e eu corri atrás dos meus sonhos, pelo menos parte deles até agora. e isso que eu estou vivendo agora é um deles. eu consegui. do jeito que eu queria. parabéns pra mim.
é como eu digo aí na descrição sobre mim: ""i'm not to change the way i look or the way i feel to conform to anything." e eu não vou dar passagem pro seu trio elétrico enquanto o meu carro alegórico estiver na avenida, baby.

5.5.11

but you still keep a handle on it, even when i take something beautiful and vandal on it

tanta coisa pra falar sobre. nem sei mais se é válido dar meus pitacos, ando meio saturada, no clima mesmo de "is this the real life?", mas aí, eu fico me pensando no que é real pra mim e no que é real pro outro. e, como eu disse no comentário do post do @AndreV_, entoamos muito o mantra "o inferno são os outros" que acabamos por nos afastar e afastar de nós tudo que não seja o eu.
uma das coisas que menos me interessa no mundo é com quem fulano casa ou deixa de casar, quem fulano ama ou deixa de amar. acho que isso é uma coisa tão particular. afetos são construídos por pessoas e só elas sabem a lógica que ele tem. quem sou eu pra proibir o amor entre João e Marcelo? quem sou eu pra dizer que eles não podem formar uma família? que eles não podem ter direito às mesmas coisas que eu? eu não me acho especial de modo algum por ser quem eu sou, por empunhar as bandeiras que empunho, acho só que vim no mundo pra isso: pra viver a MINHA vida. e se eu pude sonhar a vida inteira em formar uma família, n'onde que está escrito que posso impedir o outro de ter o mesmo sonho e querer realizá-lo?
acho que todo mundo precisa de um núcleo familiar, mesmo que seja pra, por meio de brigas e discussões descobrir quem de fato é. a família te dá um norte, uma sensação de ter com quem partilhar. amigos são famílias. papai, mamãe, filhinhos são família. qualquer núcleo de ser vivente que se forme por laços de afeto deveria ser considerado família. uma pessoa que viva só com seu gato ou seu cachorro ou mesmo seu hamster e o ame tem a sua família constituída. então que diabos de lei é essa que proibe dois homens ou duas mulheres de terem sua família, de terem sua união reconhecida pelo Estado?
aí, uma certa bancada diz que não é preconceito. bem, se eu corto o direito do outro só pelos simples fato dele ser diferente de mim no foco do seu afeto, acredito que é preconceito sim. e dos mais fulos porque é cruel demais dizer que não se aceita alguém pelo simples fato dele amar.
eu não te aceito porque você ama. eu não te aceito porque você odeia. eu não te aceito porque você é diferente daquilo que eu acho padrão. opa. tem tanto eu nessa frase né? aí quando não te aceitam por você amar, odiar, ser diferente, aí você se inflama e diz: comigo não, violão. ué, mas a lógica não seria a mesma?
você não tem que aceitar como sua verdade a verdade do outro. mas tem que respeitá-la e compreendê-la. afinal de contas, o cabeludo não foi aceito e nem compreendido, mesmo sendo o caminho, a verdade e a vida. e hoje em dia, uma parcela do mundo acredita que ele estava certo.
você pode não concordar, mas daí a crucificar é meio que cometer o mesmo erro que cometeram com o seu cabeludo preferido, né?

11.4.11

has nobody asked you how you are?

achei que nunca mais escreveria por aqui.
tenho pensado e vivido a vida real e me surpreendido com alguns fatos da vida virtual. e continuo me espantando quase sempre negativamente com as pessoas e com o que elas são capazes de fazer para satisfazerem seus desejos por mais bizarros que sejam.
aprendi que, de modo geral, somos todos egoístas, uns mais egoístas que os outros. e há um tipo de egoísmo que não faz mal, que é até necessário para a sobrevivência entre pessoas. eu aderi ao egoísmo de não me deixar afetar pelo outro porque ele tem lá os egoísmos dele para satisfazer e eu corro o risco de nunca entendê-lo. como também não entendo qual é a necessidade de magoar o outro para sermos felizes.
aprendi que a maior parte das pessoas vivem de ilusões autoinflingidas, mesmo que bradem aos quatro cantos que a culpa é do outro.
as pessoas nos oferecem aquilo que elas podem oferecer, e muitas vezes é tudo mentira porque elas só podem nos oferecer isso, porque o mundo delas é cheio disso e transborda e respinga para o nosso lado. e sobra para nós a tarefa de não bater palma para louco dançar, mas como fazer isso quando somos nós os loucos clamando para alguém bater palma? e fazemos isso quase sem perceber...

7.3.11

it's not that she walked away

tem coisas que cabem. tem coisas que não. tem coisas que valem a pena. tem coisas que não mais. e também tem coisas que nunca valeram a pena. tem coisas que só serviram para complicar. tem coisas que aparentemente descomplicaram. e tem coisas que nunca foram complicadas por si só. tem coisas que foram esquecidas. tem outras que foram redescobertas e tem outras ainda que são insignificantes demais para serem relembradas ad eternum. e tem coisas para serem eternamente aprendidas e reaprendidas.

***
eu não quero saber como está o mundo. eu não quero saber fofocas das pessoas. eu não quero saber das historinhas fantásticas /NOT! que rodam por aí.

***
eu quero o meu tipo de mundo. just only my players and my screenplay. ;)

25.2.11

this rock... this rock has been waiting for me my entire life.


127 horas segurando uma rocha e sendo preso por ela. 127 horas de uma vida inteira condensada em imagens e em pequenas coisas que se escapam no cotidiano ou escorrem porque nossas mãos estão preocupadas em agarrar só as coisas grandes, coisas que muitas vezes nos prendem bem mais do que durante 127 horas.

geralmente, eu não gosto de filmes que mostram histórias de superação. ou filmes que se desenvolvem todos numa única locação. filmes parados. geralmente, eu não gostava desses filmes. mas 127 Horas veio me provar que, quando o filme é bem feito, bem amarrados roteiro e edição, não tem como não gostar.
o filme começa leve, embalado por uma boa trilha-sonora e o personagem Aron preparando para mais uma de suas boas viagens, é interessante como o diretor pontua cada detalhe que será lembrado por Aron quando ele fica preso, são flashes rápidos das coisas que lhe farão falta na fenda, coisas que remetem a sentimentos, à sensações e às tais pequenas coisas que sempre nos fazem falta em grandes momentos.
quando eu e o D. começamos a assistir ao filme, minha primeira pergunta foi como o diretor mudaria a edição da leveza ao drama e aí, na minha opinião, está a grandeza do filme: o bom roteiro e a boa edição. a adição de imagens que sintetizavam os pensamentos e tudo aquilo que não pode ser falado deram ao filme uma agilidade ímpar.
antes do significado vem o significante. é aí que entram as imagens, como forma de interpretar a situação. a forma como o consciente e o inconsciente de Aron reagia à situação em que ele fora exposto ficou clara pelas imagens intercaladas, como num grande sonho, um grande quebra-cabeças onde cada pedacinho correspondia àquilo que não poderia ser falado porque as palavras nunca poderiam traduzir perfeitamente, ou alguém aí conseguiria me dizer em palavras, sem recorrer a qualquer recurso imagético, o que é sede extrema?
as premonições como imagens que o inconsciente formou para dar um motivo para a sobrevivência, para o "viver apesar de.", e assim obedecer ao nosso instinto básico de permanecermos vivos.

a atuação de James Franco me deixou embasbacada, o modo como ele oscilava entre o drama e a leveza como forma de fugir da esquizofrenia da situação era marcada principalmente por seus gestos faciais, sobretudo o olhar. ele me chama a atenção desde Milk e não é só mais um rostinho bonito.

eu não dava nada pelo filme. quebrei a cara grandão. é um dos meus favoritos da lista desse ano.